Sorocaba, 18 de Maio de 2012
Sinopse:
O autor sugere uma nova Teoria para integrar nas Ciências Jurídicas, e consegue estabelecer uma relação de dois planos distintos que se entrelaçam. Qual seja :
A mente humana descrita pela psicanálise e o Estado, segundo Montesquieu.
Acredita-se que através dessa intervenção filosófica, possamos algum dia, compreender melhor sobre os nossos desejos inconscientes pelo Poder, que culminou na criação do Estado, este o motor abstrato indispensável para a organização de toda a Humanidade.

O objetivo desta mensagem é apresentar um anteprojeto de grandiosa e nobre causa FILOSÓFICA para a sociedade brasileira.
A propósito, sabe-se muito bem, que para a verdadeira transformação humana é imprescindível ultrapassar o conhecimento para concretizar a ação.
Em resumo, este projeto consiste em oferecer às pessoas o que é mais salutar: sabedoria, discernimento e contemplação, através da reflexão filosófica (realidade pelo viés da Filosofia). A proposta pretende atingir o máximo de pessoas com o acesso de uma TV Digital e visitação do 1º Museu da Filosofia do Brasil.
Com esta abordagem inovadora, as possibilidades intelectuais são infinitas pelas suas indagações fundamentais da realidade.
Dessa forma, compõem o espaço físico, o museu filosófico interativo e a virtual, que corresponde a TV digital. A atividade filosófica cumprirá sua finalidade imanente primordial, isto é análise, reflexão e crítica.
O projeto visa, através de sua didática, atrair a permanência do indivíduo para a realidade filosófica: a grande responsável pelo amadurecimento da ciência, política, religião e todas as instituições estabelecidas.
Criadas, sob uma modalidade sustentável (todos objetos da exposição serão de material reciclado).
Assim, a TV Digital como ícone do futuro e o museu como relíquia do passado da humanidade.
Portanto, se quiserem contribuir ideologicamente para efetivação deste majestoso projeto contate-nos !
Dr. Eloi Chad - Filósofo, Advogado e Jornalista desde os 25 anos
Este Blog foi selecionado pelo Jornal dos Concursos & Empregos em parceria com o Portal UOL, como um dos principais blogs do país. Por esta demonstração de confiança em nosso trabalho de assessoria, manteremos informações atualizadas sobre previsões, abertura de inscrições, andamento dos concursos públicos e também processos seletivos na iniciativa privada.

A existência autêntica pode estar associada ao uso das novas tecnologias em nossas vidas, ou afasta ainda mais essa possibilidade?
Um estudo sobre o uso do celular como instrumento indispensável na sociedade contemporânea bem como um fator de alienação e de “inautenticidade” foi publicado na revista Matrizes¹. O texto diz rejeitar posições entre o bem e o mal, que condenem ou saúdem o seu uso e busca na análise existencial de Heidegger a questão da identidade e da autenticidade do “ser humano no mundo”.
Embora não seja o ponto principal a ser abordado, tampouco relevante, o autor do artigo António Fidaldo indaga hipoteticamente: “Tivesse Martin Heidegger nascido 100 anos depois, em 1989, teria hoje 20 anos. Será que, como quase todos os jovens, usaria um telefone celular ou recusá-lo-ia em nome de uma existência autêntica tal como esboçada em Ser e Tempo (1927)?”
Deixemos de lado, Heidegger nazista e concentremos segundo sua análise da gente para darmos conta do uso do celular: “Apreciamos aquilo que a gente aprecia; lemos, vemos e pensamos sobre literatura e arte, como a gente vê e pensa; achamos revoltante aquilo que a gente acha que é revoltante”.
O celular vem junto com um tipo de linguagem, o falatório ou a conversa fiada, em grande parte de sua utilização.
“O sentido do falatório está no entendimento mútuo de quem conversa. Todos entendem aquilo que se diz no falatório, embora apenas «mais ou menos» ou «superficialmente» aquilo de que se fala.” Prossegue Heidegger, “o sentido do falatório está no falatório que se segue, de que ele se torna assunto, e assim sucessivamente”. Nessa linha de pensamento, Fidalgo aponta tal fenômeno para melhor compreender a dimensão comunicativa da identidade inautêntica do ser humano. A gente é que faz a identidade do ser humano, perdido no dia a dia da convivência falada.
Se a co-existência da gente com os outros no bla bla bla é indicação de inautenticiade o que pode ser considerado uma existência autêntica?
O artigo sinaliza que segundo Heidegger existe duas possibilidades existenciais na análise da identidade humana: a autenticidade e a inautenticidade, esta última assumida pelo ser humano não por opção, mas pela própria facticidade do mundo. E, diferentemente da abordagem habitual no tempo, a inautenticidade desabrocha primeiro e a partir dela, o ser humano poderá num momento posterior ir à procura da existência autentica; agora como escolha. Mas onde está ela?
Ela está na morte enquanto possibilidade existencial que, confronta o ser humano com o que há de mais genuíno consigo mesmo. “Heidegger responde a esta questão na segunda parte de Ser e Tempo”: Assim, o falatório, necessariamente não apaga a voz da consciência e que a qualquer momento pode nos fazer ouvir. E, onde se enquadra o celular na existência autêntica? Em lugar algum. Segundo Fidalgo, o referido filósofo não usaria celular, todavia, nem tudo que parece é.
À primeira vista, o dito aparelho móvel parece oferecer possibilidades de comunicação pessoal e social, no tempo e no espaço que sem ele nunca existiriam. Por exemplo, o aparelho ajuda a construir a sensação de segurança e maior vigilância às pessoas próximas, ao mesmo tempo em que lhes propicia maior liberdade. A “comunicação” ubíqua, ou seja, do aqui e lá, o tempo todo não reflete na identidade dos seus usuários; com ou sem celular, a pessoa é a mesma, porém seu comportamento muda, e mais além “o ser humano tem a tendência de tornar próximo o que está longe”.
Por razões político partidárias, é provável que Heidegger apenas tenha feito uma referência breve em sua obra sobre a rádio, tecnologia que começava popularizar-se na época e escreve: “numa aproximação ainda incalculável do mundo, por via de um alargamento e de uma destruição do mundo circundante quotidiano”. Mais tarde, outras tecnologias a televisão, os telefones fixos, a Internet e o celular aproximaram o mundo fragmentando-o.
Entre conflitos existenciais forçosamente associados ao uso do celular, o autor do artigo inocenta obviamente o “uso normal do celular” e propõe estabelecer princípios de uma ética do celular. Aqui, temos a satisfação de transcrevê-los, pois são observados em algumas situações que correm exatamente na contramão de uma existência autêntica:
“Há ocasiões em que o uso do celular é perigoso, pondo em perigo a vida de pessoas. O caso mais conhecido é certamente o da condução de um automóvel. Em outras circunstâncias em que se exige concentração elevada, como em intervenções médicas, por exemplo, o uso “alienígeno” do celular pode e deve ser considerado uma falha ética grave. A interrupção de uma simples conversa face a face para fazer ou receber chamadas no celular pode configurar não apenas uma falha de respeito, mas mesmo a humilhação do interlocutor presente. Também, ninguém deve fazer chamadas durante uma cerimônia religiosa ou num espaço sagrado”. Pode-se certamente violar as regras, mas ficar-se-á com o sentimento de culpa, sinal da natureza ética das mesmas”. Será?
Aurea Chad
Advogada, jornalista e mestranda em Comunicação pela USP
1.Revista semestral Matrizes Eca/USP – ano 3 nº1

Pesquisar é preciso, viver não. A paródia de Pessoa é, atualmente, a máxima da Academia. Basta ingressar numa universidade, sobretudo as públicas, e nos deparamos com inúmeros incentivos à pesquisa, participação em eventos e publicações que se somam complicando a vida dos jovens universitários. Produzir – o que está implícito nos três exemplos anteriores – é o novo modelo da Academia.
Parece-nos que este é o único interesse das graduações e pós-graduações, independente de que áreas do conhecimento se tratem. A universidade adentrou, lentamente – e atrasada, devido sua formação tradicionalista e medieva – ao modelo econômico vigente. Neste, a multiplicação da variedade dos produtos serve à crescente busca por nichos de mercado: é preciso que haja, por exemplo, café com e sem cafeína, afinal há público para ambos os tipos e eles não concorrem entre si. O conhecimento, compreendido como um artigo para venda, segue a mesma lógica.
O agravante é a chamada “sociedade da informação”, onde multiplicam-se pontos de vista e o acesso à eles é, além de imediato, garantido por um único critério: não pauta-se mais pela relevância do que é afirmado numa obra – ela será publica simplesmente se atender os princípios metodológicos corretos e se estiver regulado às normas acadêmicas. Não é difícil, por exemplo, encontrar um determinado livro que afirme a tese A e outro que sustente a tese não-A: “Cortázar é surrealista”, “Cortázar não é surrealista”.
Diante desse quadro, afirmamos, junto com Saramago, que a Caverna de Platão, dada as condições do contexto de produção e reprodução atual, não é mais composta por sombras. Ao invés de um simulacro negativo, o aspecto positivo se realça: no interior da Caverna são múltiplas imagens e fragmentos de textos, idéias e colagens que turvam a inteligência daqueles que lá estão.
Há, portanto, um repertório muito vasto, repleto de afirmações contraditórias que coexistem. E a Academia, assumindo esse modelo de produção intelectual – que sobrepuja a veracidade e vivacidade dos problemas – encontra aí farto material para dissertar. Numa pesquisa rápida nos sites de universidades públicas vê-se a imensa especialização dos temas pesquisados nos cursos de Mestrado e Doutorado. Vê-se, também, o nítido descolamento desses problemas da vida do pesquisador, que é levado a pesquisar exclusivamente por necessidade burocrática e, defronte dessa imposição, age de modo a adequar uma série de idéias dispersas (porque desprovidas de viscerabilidade) ao modelo proposto para determinado tipo de trabalho.
Grosso modo, o caminho que a pesquisa acadêmica segue é a de justificação das principais afirmações de um trabalho segundo autores já consagrados. A validade de uma dissertação é dada pela referência que faz à textos em que a idéia-nova em questão está implícita e/ou pode ser interpretada segundo o interesse do pesquisador. Está clara, então, a tangente entre a pesquisa acadêmica e aquela constelação de textos citados anteriormente. Dissertar é, usando uma terminologia informacional, “copiar e colar”, dando a impressão de que esse arranjo produz algo novo. E se este “algo novo” cumprir com o rigor metodológico, se for resultado de uma eficiente tarefa de leitura e composição da colagem final, ele será usado por outros pesquisadores a fim de justificar outras “novas idéias”.
A inferência possível diante dessas constatações é que qualquer coisa pode ser pesquisada na Academia. Superando os problemas burocráticos, como encontrar um orientador, conseguir o benefício de uma bolsa de estudos, dar conta da imensa bibliografia, teses A e não-A poderão ser produzidas – desde que se encontrem as referências mais adequadas e convenientes. Depois dessa etapa, a divulgação dos resultados da pesquisa em seminários, colóquios e afins completará a rota do nascimento de outro texto estéril no universo sofístico da Academia.
Gustavo Lacava
Professor de Filosofia e graduando em Letras/UNESP
A Casca - Trabalho de Graduação em Filosofia-2007.
O experimento é um curta metragem intrigante e repulsivo, que provoca estímulos sensoriais ainda pouco explorados.
Abordagem surrealista da Filosofia da Linguagem, onde evidencia os limites da Razão e da Lógica para compreensão da Realidade fenomenológica.
Elenco: Irrelevante
Roteiro: Eloi Chad
Trilha Sonora: John Cage
Direção: Eloi Chad

Como se fosse releitura de um texto, vamos rever alguns aspectos que este filme de sucesso pode nos fornecer. Esperando nos redimir pela pouca clareza, nos comentários anteriores, e sua pouca aceitação.
Cinema é tido como sendo a sétima arte, mesmo que alguns filmes sejam considerados como “abacaxis” .
Não sendo crítico desta modalidade de arte, mas sendo parte do público que foi ao cinema, pude verificar que o filme é bom, diria muito bom, tecnicamente, com bastante efeitos especiais, capaz de prender nossa atenção. Não gostei do final, aparentemente feliz, e no fim deste, ver-se-a o porquê.
O nome do filme 2012, nos remete as já tão familiares profecias dos povos Maias, que existiam no México antes da chegada do colonizador espanhol.
Todavia este povo já abandonara a cidade do México, e outros locais seus, antes da chegada do conquistador. Europeus ficaram encantados quando viram esta enorme cidade com estrutura urbanística e arquitetônica, ocupados então pelos astecas.
Existem filmes para se distrair, e quando sair da sala ir para uma pizaria, e logo esquecer. Embora a industria cinematográfica, force-nos a lembra-los reeditando sequencias quase sempre bem menos emocionante que a versão primeva, assim: Duro de matar, 1, 2, 3 e assim por diante, ou Rocky um lutador, Esqueceram de mim, e uma sequencia de números.
Ora! Vamos ser gente grande! O filme 20l2 é um alerta!
O planeta está ameaçado de destruição, muito bem retratado.
Esta data já tinha sido prenunciada pelos povos Maias, nos calendários que já nos referimos, mas a data é o que menos importa. Só não enxerga quem não quer ver!
Diriam alguns, isto é gás carbônico. E sua emissão só tem aumentado e é venenoso tanto para animais, plantas e homens. Co2 – mata por asfixia!
Outros diriam como eu não sei o que são explosões solares, e o sol está a milhões de quilômetros!... Vai esperar pra ver? O calor dessas explosões pouco nos afeta mas nuvens de ondas eletromagnéticas, nos alcançam em segundos. Teremos aurora boreal, bonito de se ver mas, é o fim das linhas telefônicas, celulares, TV. E também colapso nas linhas de produção de energia elétrica, um apagão que pode durar anos.
Alguém ignora que países estão numa corrida armamentista e gastos militares tem levado fortunas dos orçamentos públicos? E, não é só países ricos não, é incalculável o orçamento militar da Índia por exemplo.
Catástrofes naturais, como superaquecimento da atmosfera, derretimento de geleiras, elevação do nível dos oceanos, erupção de vulcões, e terremotos, etc.
Colisão do planeta com asteroides, vindos do espaço, uma ameaça iminente.
Mas, o filme 2012 tem um final, quase feliz, milionários, comprarão bilhetes para uma barca, ou arca a semelhança da de Noé, e depois de muitas tribulações desembarcam num porto seguro. Digo quase feliz, pois o cãozinho da moça loira, não consegue embarcar... Que pena!!!
Agora notem que nesse filme os felizardos passageiros levam a bordo, todos os problemas que nos puseram na destruição... Como chegar alhures e levar aqueles carrões... Onde achar combustível, ou mesmo postos, ou frentistas... Será que vão ter que empurrar esses carrões?
É o sonho parece que não acabou, John Lennon que me desculpe.
Mas... se é um alerta como dizem, existe alguma saída?
Essa saída de levar bugigangas, elefantes brancos, carrões não é possível .
A luz no fim do túnel é que mísseis gigantescos se forem usados para o bem, e não para destruição, poderão ser direcionados aos asteroides em rota de colisões e poderão fragmentar, lá no espaço, antes que nos atinjam.
Equipar as linhas de transmissão com filtros protetores.
E o que depende de cada um de nós é poluir menos o planeta, não desmatar florestas que a natureza levou milhões de anos para criar, economizar naquilo que for possível, e no uso de energia limpa, como solar, eólica e usar mais a bicicleta, são coisas que todos podem fazer! Com urgência!
Dr. Eurípedes Batista
Ex: Fiscal do Ministério do Trabalho e Procurador do Estado de São Paulo

O fenômeno do cyber espaço, ou (re) criação do virtual possibilitou um avanço emblemático nas comunicações, ora pela agilidade com que obtemos informações, ora pela dinâmica de proliferação dessas informações. O resultado extraído da combinação de ambos e ainda o surgimento da atmosfera supra real convencionou-se chamar de "hiperrealidade", que até o último instante, era atributo exclusivo dos países desenvolvidos. Neste exato momento não mais. No âmbito das comunicações de massa tais ocorrências são de certa forma, produtos da contemporaneidade e seus desdobramentos sociais ainda em expansão. O paradoxo começa por não ser possível delimitar a evolução do ser humano, sem computar o desenvolvimento tecnológico. A nossa evolução se reduziu apenas no aprimoramento das ferramentas com as quais temos que aprender operar Além disso, parece que seguimos o vetor inexorável do desaparecimento dos padrões de direitos autorais, que até então conhecemos. O momento reflete uma tensão dicotômica, em que indústria cinematográfica, fonográfica, de softwares, apenas para citar alguns exemplos, pesquisam profundamente como manter os "códigos fechados" e na outra extremidade, como abri-los. Fato é que com a mesma WEB, que ajuda banalizar o direito autoral, encontra subterfúgio na socialização da informação e no aprendizado rápido. Surgem algumas perguntas. É possível retroceder esta situação? Pagaremos por algo que é "gratuito”? Esta ideologia da contemporaneidade representa um nítido ataque aos direitos dos autores, ou uma conquista da informação globalizada? Obviamente são apenas algumas das indagações possíveis, mas já sentimos a inaptidão para solucioná-las a contento. Eis que cada geração compreende, apenas e tão somente, aquele momento histórico já exaurido e superado. Portanto, não se pode ingenuamente acreditar, que entenderemos a curto prazo, com a mesma clareza epistemológica a qual estudamos e descrevemos pormenorizadamente a Imprensa e a Rádio Difusão.
Tantas pessoas não viveram outras realmente nem quiseram Todas aquelas que sobraram Pareciam sim, mas não eram Pergunte sempre sobre seu responda nunca fui teu se não começou pensar quando que vai tentar? Se espera que algo passe descubra antes que calasse Agora vai ser mais triste ainda e acaba você dizendo sou linda. HELLoy Xad

Edição da revista inglesa The Economist, Apr 29th 2010, traz um especial otimista, de 14 páginas, para o segmento empreendedor do meio de comunicação que parece ser imbatível quando se trata de mobilizar o público de massa: a televisão.
O artigo começa afirmando que a televisão está se adaptando melhor às mudanças tecnológicas do que qualquer outra mídia de negócios. O que tem contribuído para acompanhar as mudanças, entre outros fatores, é o designe que se apresenta cada vez mais futurista, muito longe dos televisores do passado. Aos poucos, foram sendo aplainados e transformados em painéis de telas cada vez mais nítidas e brilhantes. As telas se espalham pelos quartos, cozinhas e banheiros (especiais que evitam condensação).
As televisões, já há muito tempo, foram transformadas em consoles de videogame e mais recentemente tornaram-se rádios digitais e em breve se transformarão em portais da internet. E, logo depois das televisões de alta definição está chegando a tridimensional, 3D. Para estas a BSkyB, Canal Plus, ESPN e Discovery Communications anunciaram planos. Em alguns aparelhos mais avançados aparecem pequenos ícones na parte inferior da tela.
A explosão de sites de redes sociais e celulares não afetou negativamente a audiência. Ao contrário. No Japão, país de muitas tendências tecnológicas, moradores de Tóquio gastaram no ano passado mais tempo em frente da TV. Os adolescentes preferem fazer duas coisas ao mesmo tempo, como enviar mensagens de texto por celular enquanto assistem à televisão. O mesmo acontece com os jovens americanos em 2009, que consumiram algum tipo de mídia, entre elas, a televisão, num total de 10 horas e 45 minutos.
É bom lembrar que a internet é apontada como responsável pela quebra de alguns setores da mídia. As vendas de música gravada caíram vertiginosamente desde que o Napster, site de compartilhamento de arquivos, surgiu em 1999. O mesmo aconteceu com editores de livros que assistiram impotentes seus conteúdos levados aos consumidores, por vezes, através de pirataria.
A revista também afirma que a indústria da televisão é uma construção complexa e delicada, feita de muitas empresas interligadas. Nos Estados Unidos, os conglomerados de TV, filmes, News Corporation produzem livros e jornais, Time Warner também faz revistas, Disney tem seus parques temáticos, porém essas empresas obtêm mais da metade dos seus lucros com a televisão.
A televisão não deverá sofrer o mesmo destino da música ou dos jornais, com a ajuda do seu rico casamento com o desporto. Ela precisa de esporte, quase tanto como o desporto precisa dela, declara a reportagem. A presença das câmeras, colaborou que equipes como America’s National Football League (NFL), a maior liga de futebol americano do mundo, com trinta e dois times nos Estados Unidos, trouxesse em temporada 2008-09, $ 7,6 bilhões, de acordo com a revista Forbes. A rede da Entertainment and Sports Programming Network ESPN com sede em Connecticut, seus estúdios e escritórios expandem em mais de 100 acres de extensão.
Casey Wasserman, um agente desportivo cita três razões pelas quais as empresas de mídia pagam tanto pelo material. Em primeiro lugar, os direitos desportivos são únicos. Em segundo lugar, o esporte é quase sempre visto ao vivo pela televisão. Em terceiro, é bastante fácil prever quantas pessoas irão sintonizar uma partida.
Ocorre que as pessoas subestimam o seu consumo de televisão ao vivo, porque supera em muito assisti-los do que aos programas gravados. Segundo a revista, as crianças de hoje, gostam de passar o tempo assistindo televisão com seus pais. Porém, mesmo com todo otimismo, da reportagem, dados estatísticos e gráficos, certamente verdadeiros, fica difícil afirmar que a televisão tenha um caráter social, no sentido de agregação, pois se sabe que isola as pessoas cada uma em sua casa, em frente do seu aparelho.
Todavia, a verdade sobre o destino da televisão, e sua adaptação às novas mudanças tecnológicas, só o tempo poderá responder.
Dra. Aurea Chad
Advogada, jornalista e mestranda em Comunicação pela USP
Em que momento a sociedade se distraiu e passou a encarar a ética como mera abstração filosófica?
O que leva a crer, inspirado nos acontecimentos históricos foi a intensidade da expectativa geral depositada na forma de governo republicano e democrático, como a medida mais indicada para o equilíbrio social. E preponderantemente pela escolha deste sistema político estaríamos vacinados/protegidos de toda corrupção e malgrados. Então baixamos paulatinamente nossa guarda, surgindo a seguir o momento exato da alteração conceitual entre ética e conduta, para ainda se perder de vista, o espaço que ocupa na linguagem e no comportamento.
Com a atenção consideravelmente reduzida e ofuscada, nós cidadãos setorizamos toda preocupação para outros aspectos, inclusive para os menos relevantes.
A conquista da república democrática não pode ser mais uma falácia retórica e para que realmente participemos da elaboração e construção da sociedade brasileira, temos que ter ao menos a sensação dessa contribuição. No entanto, parece que no fundo, somos algum tipo de expectador, com certa interatividade.
Exercemos a cidadania de maneira demasiadamente fictícia, crendo apenas na representatividade, com todas suas desvantagens, portanto espera-se mais de cada indivíduo nesta epopéia em busca de um "governo do povo" e para o povo.
Outro perigo a ser evitado consiste em não permitirmos que essa democracia torne-se algo como “Ditadura da Maioria”, ou pior das maiorias.
Seria possível atenuar tais prejuízos?
Até os mais céticos ficariam tentados a responder afirmativamente, pois ceticismo não se confunde com pessimismo, que também não se confunde com realismo.
Ao analisarmos a trajetória brasileira rumo a paz social, muito aprende com os erros pretéritos.
Esta nação não se compara a outra, quando o quesito é ser pacífico.
Se não somos invejados por outos povos com isso, felizmente o erro não é nosso!
A propósito, para o povo mobilizar-se e governar, quero ser enfático, de que não é necessário nem violência, nem imprudência, tampouco insolência, mas sim consciência, paciência e inteligência.
A preocupação seguinte deve ser com a organização. Nem é preciso refletir muito para concluir que sem estabelecer diretrizes organizacionais formuladas para a consecução da finalidade principal da Nação, um colapso político estaria diante de nossos olhos. Viveríamos um verdadeiro “Caos”.
A legislação eleitoral parece adequada e pretende impedir discrepâncias com a opinião pública e, nem precisa de grandes modificações.
Sem representantes, o povo dificilmente atuaria com parcimônia suficiente para conduzir suas próprias vidas, e certamente não agiriam em conformidade com direitos naturais já consagrados pela coletividade.
Não se trata de fazer um mau juízo da natureza humana, nem de menosprezar nossos princípios, mas na verdade prevenir-nos de retrocessos que estaríamos inexoravelmente sujeitos.
Ainda que se extraiam críticas do sistema político que adotamos, este parece ser uma das melhores formas de governo já concebida pela humanidade. Quer seja república presidencialista, ou parlamentarista.
Nunca sentimos que aprofundamos suficientemente o tema ou que daríamos conta da totalidade dos infortúnios sociais. A realidade é intrincada demais para sua compreensão e não seria diferente com quem se apega em ideologias partidárias. Desde ultra direita até a extrema esquerda.
Todo viés filosófico utilizado, sempre se defronta com a afirmação de que para verdadeira transformação humana é imprescindível ultrapassar o conhecimento atingindo a ação.
Tamanha obrigação tem origem diretamente na Filosofia, que, nesta situação, pode ser definida como o substrato da combinação entre teoria e prática.
Já que as pessoas, de um modo geral sabem suas necessidades, que participem ativamente, propondo soluções plausíveis, e verdadeiramente benéficas para o país.
Parece ser de extrema necessidade a criação de um banco de dados virtual e público, nas três esferas da República (União, Estados e Municípios) que comporte inserir as principais idéias dos cidadãos, acerca da sua região e ainda que o próprio povo seja mantenedor deste programa.
Fóruns de discussão da internet poderiam ser mais bem aproveitados, pois facilitam a aproximação dos interessados, sem que se implique em gastos com deslocamentos e maximiza também o tempo de cada pessoa.
Levando em consideração que tecnologia já existe e cada vez mais acessível, devemos apenas explorá-la corretamente. Este é o mesmo entendimento do líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira. Com isso, o que se quer é incrementar o uso dos instrumentos de consulta e participação popular como forma de reduzir a interferência do Poder Judiciário nas questões eleitorais. Entre os mecanismos propostos está a permissão do uso da assinatura eletrônica (via internet), para elaboração de projetos de lei de iniciativa popular.
“O Parlamento não decide muitas questões polêmicas hoje. Para estes casos podemos incentivar o uso de mecanismos de consulta popular, como referendos e plebiscitos. Além disso, para incentivar os projetos de iniciativa popular, defendemos um mecanismo que garanta que as assinaturas possam ser colhidas pela internet e não só a assinatura física, como é hoje”.
Dr. Eloi Chad
Filósofo, Advogado e Jornalista
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